Apesar do esperado decréscimo de volume de crédito concedido e do aumento dos spreads, a taxa de penetração dos seguros associados a operações de crédito manteve-se sustentada em níveis de excelência que constituem benchmarks internacionais. De registar o crescimento do peso do novo PPP associado a crédito habitação (+ 130,6% face ao exercício anterior), e a evolução muito positiva do Seguro Automóvel associado a operações de financiamento: + 78,6% face a 2009.
Em produtos de Risco de Venda Activa, o foco nos pilares estratégicos de inovação de produto-mercado e da distribuição multi-canal continuou a produzir resultados visíveis. O número de campanhas com objectivos comerciais no Millennium bcp foi um importante motor para a evolução do negócio de risco em venda activa, apesar do contexto económico adverso e do aumento da penetração de seguros no mercado e na base de Clientes do Banco.
As vendas de Acidentes Pessoais cresceram 25,3%, devido ao efeito combinado da reconhecida qualidade da oferta de produto, e do dinamismo comercial do Millennium bcp.
As vendas de produtos Médis registaram um valor considerável, o que permitiu manter o caminho de ganho de quota de mercado.
Ainda em produtos de Risco de Venda Activa, o produto Pétis, seguro de animais domésticos com componente de Responsabilidade Civil e de despesas de tratamento, registou um crescimento do volume de prémios novos de 163,9% face ao exercício anterior, provando que, mesmo num contexto económico adverso, a inovação de produto e de comunicação produz resultados. O Pétis é um produto com enorme potencial, e uma das apostas para o desenvolvimento do negócio multi-canal nos próximos anos.
Nos produtos Multirriscos de Venda Activa, 2010 voltou a ser um ano de crescimento, seja no segmento de particulares, seja no de PME. Relativamente ao exercício anterior, o volume de prémios novos cresceu 11,4%. O produto Multirriscos da Ocidental Seguros manteve, mais uma vez, a distinção que a principal organização de consumidores portuguesa lhe tem vindo a atribuir, classificando-o entre os melhores do mercado nacional.
No ramo Automóvel, que não tem sido uma das apostas estratégicas em termos de promoção dos produtos do Millenniumbcp Ageas no Banco, registou-se um decréscimo do volume de prémios novos de 6,3%. No entanto, a reformulação da oferta iniciada no exercício de 2010 perspectiva uma inversão para os anos seguintes, assente na inovação de produto e no ajustamento às necessidades dos Clientes do Millennium bcp.
De destacar, por fim, especialmente na difícil conjuntura económica para as empresas, o relançamento do EuroNegócio através de uma adequação e flexibilização das soluções para pequenos negócios, o êxito do modelo de suporte especializado no segmento de Negócios, e o crescimento de 2 dígitos na bancassurance Empresas. A consolidação do canal de negócio direccionado ao segmento de PME, assente numa rede criteriosamente seleccionada de agentes e corretores, contribuiu como esperado para a subida da quota de mercado da Ocidental Seguros em Não Vida, novamente um facto a assinalar num ano desafiante como foi o de 2010, e num mercado concentrado, maduro e concorrencial.
O volume de prémios brutos emitidos atingiu 211.446 milhares de euros, valor que compara favoravelmente com os 197.860 milhares de euros do exercício anterior. Daqui resulta um crescimento absoluto de 6,9% para o período, quando o mercado apresentou um ligeiro acréscimo de 0,9%.
Destacamos pela positiva, o crescimento do volume de prémios de Doença, Incêndio e Acidentes Pessoais, fruto de uma forte dinamização de todas as redes comerciais. Contudo, os prémios de Acidentes de Trabalho e Automóvel apresentaram taxas de crescimento negativas, fruto da conjuntura económica actual, traduzindo-se em taxas de anulação elevadas.
A sinistralidade (rácio entre os custos com sinistros e os respectivos prémios adquiridos), fixou-se nos 62,4%, valor superior ao verificado em 2009 de 57,1%, mas bastante abaixo do mercado, reflectindo a rigorosa política de subscrição prosseguida em 2010. O ramo de Incêndio e Outros Danos apresentou o crescimento mais elevado, como consequência das várias intempéries ocorridas em 2010, com especial destaque para as Inundações ocorridas na Madeira. Pela positiva, destacaríamos os excelentes níveis de sinistralidade em Doença e Acidentes Pessoais.
A política de resseguro manteve-se estável. O custo líquido do resseguro, medido pelos prémios de resseguro cedido, deduzidos das respectivas comissões, aumentou para 58,7% dos prémios brutos emitidos neste exercício, face aos 56,1% de 2009, como resultado do aumento do custo de resseguro dos tratados não proporcionais.
Em 2010, em resultado do aumento do custo do resseguro, do agravamento da taxa de sinistralidade e do aumento das despesas de aquisição, o resultado técnico diminuiu 63,7%, situando-se nos 7.112 milhares de euros, o que corresponde a 3,4% dos prémios brutos emitidos.
Os custos administrativos aumentaram 18,6%, registando 16.621 milhares de euros, o que corresponde a 7,9% dos prémios brutos emitidos face aos 7,1% em 2009.
O rácio combinado situou-se nos 83,9%, reflectindo, deste modo, a gestão criteriosa dos sinistros aliada a uma política de controlo rigoroso dos custos administrativos.
A conjugação da evolução desfavorável da margem técnica e dos custos de exploração, originaram que os resultados antes de impostos se situassem nos 8.855 milhares de euros, 4,2% dos prémios brutos emitidos. O resultado líquido após impostos cifrou-se em 6.270 milhares de euros.
O activo líquido da Ocidental Seguros cifrou-se em 211.012 milhares de euros e o capital próprio em 46.254 milhares de euros, um crescimento de 3,2% face ao exercício anterior. A cobertura do activo pelos capitais próprios cifrou-se em 21,9%. O rácio de solvência situou-se em 247%.