2010 foi um ano extremamente difícil e exigente a todos os níveis. A manutenção do ambiente económico recessivo, o contínuo aumento do desemprego, o agravamento da pressão dos mercados financeiros, nomeadamente no que respeita à dívida soberana dos países periféricos da Europa, e a falta de liquidez dos mercados, são apenas alguns dos factores que condicionaram fortemente o crescimento e a solidez do mercado segurador. Apesar deste enquadramento, o balanço de 2010 da Millenniumbcp Ageas foi extremamente positivo e globalmente foram atingidos os objectivos traçados. De entre os vários acontecimentos que marcaram a actividade de 2010, destacam-se os seguintes:
Ao nível comercial, os volumes globais de vendas de PPR voltaram a superar, pela 3ª vez consecutiva, os registos dos anos anteriores, fazendo do exercício de 2010 o melhor de sempre. Em seguros de Capitalização, destaque para o crescimento de 45% nos planos com entregas programadas. Nos produtos Unit-Linked, a Rede de Private Banking multiplicou por quatro os montantes subscritos por comparação com o exercício anterior, tendo sido 2010, também aqui, o melhor ano de sempre. As taxas de penetração dos seguros na base de Clientes do Millennium bcp mantiveram-se sustentadas em níveis de excelência que constituem benchmarks internacionais. As vendas de produtos Médis cresceram acima dos 10%, o que permitiu fechar o exercício com 25% de quota de mercado, mais de 455.000 Clientes, um nível de satisfação de 97%, e a liderança no seu segmento em notoriedade e recordação da marca, renovando pelo 5º ano consecutivo o prémio SuperBrand. De destacar, especialmente na difícil conjuntura económica para as empresas, os êxitos do relançamento do EuroNegócio, do modelo de suporte especializado no segmento de Negócios, e do crescimento de 2 dígitos na bancassurance Empresas;
O novo canal de distribuição de Não Vida – Ocidental - Agentes & Corretores – lançado no início de 2008 para o segmento de PME, que é suportado por uma rede de mediadores profissionais, contribuiu já, no ano de 2010, com um volume de prémios de 35,5 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de 9,1% face ao ano anterior;
Ainda ao nível comercial, de realçar a contribuição dos Acordos de Distribuição – parcerias entre a Médis e outras Seguradoras – cuja receita processada atingiu 10,1 milhões de euros em 2010, o que representa um crescimento de 64% face ao ano anterior;
O grau de satisfação dos Clientes com os produtos e serviços prestados cresceu em 2010 de 71,8% para 73,0%. Para este facto contribuiu o permanente enfoque de todas as áreas da empresa no serviço ao Cliente, o que permitiu melhorar a rapidez de resposta aos pedidos efectuados (passou de 2,3 dias úteis em 2009 para 1,7 em 2010) e às reclamações (passou de 3,0 dias úteis em 2009 para 2,7 em 2010), e a qualidade do serviço prestado;
No início de 2010 foi lançado um projecto para dinamizar e melhorar o desempenho das áreas técnicas e operativas. Este projecto denominado de ‘M4’ assenta em quatro vectores chave de intervenção: serviço ao Cliente, rentabilidade, produtividade e motivação. O projecto assenta no forte envolvimento de todos os Colaboradores seja através da submissão de ideias de melhoria inicialmente com a criação de um banco de ideias com elevado índice participativo, (445 ideias submetidas), seja, na colaboração activa na implementação das iniciativas criadas através das ideias recolhidas. Uma das características de relevo do “M4” é a sua componente comunicacional, com especial enfoque na página web criada no portal da Millenniumbcp Ageas, onde todos os Colaboradores podem acompanhar o desenrolar do projecto (evolução das iniciativas e resultados obtidos). Para apoiar o projecto foi designada uma equipa que se ocupa da dinamização, organização, acompanhamento das iniciativas e da actualização da informação sobre o projecto. Ainda no âmbito do projecto “M4”, foi concluída a restruturação das áreas de back-office de Não Vida, da qual resultou a centralização das áreas técnicas e das áreas de gestão de sinistros, que permitirá ganhos de produtividade e eficiência no futuro;
Ao nível da gestão de sinistros Não Vida, 2010 foi o ano de estabilização operativa e consolidação dos procedimentos no âmbito do modelo de gestão de sinistros que assenta no outsourcing de um conjunto de actividades de suporte à gestão, consequentemente não core. Na vertente financeira, 2010 foi um ano de poupanças significativas ao nível dos custos da plataforma, decorrentes de economias de escala e de renegociação de contratos outsourcing. Este modelo, que é único e inovador no mercado segurador, foi iniciado em 2009 para os ramos Automóvel e Acidentes de Trabalho. A centralização da gestão de sinistros Não Vida, com excepção de Saúde, numa única área, permitiu o alargamento do modelo aos restantes ramos, nomeadamente Acidentes Pessoais, Planos de Protecção e Multirriscos, gerando economias de escala e potenciando ganhos de produtividade e sinergias;
Ao nível da gestão de sinistros do ramo Saúde, as exigências de alguns negócios em carteira, constituídos por soluções feitas à medida dos Clientes (tailor made), com circuitos e níveis de serviço pré-negociados, levaram a área à apostar ainda mais fortemente na eficiência e eficácia operativa, com vista ao cumprimento das condições negociais acordadas, algumas delas suportadas em gestão personalizada. Os níveis de serviço alcançados (80% das despesas realizadas fora da Rede Médis pagas até 10 dias) são um dos suportes à satisfação do universo seguro e dos Clientes. Também no que respeita ao tratamento e processamento da facturação manual que os Prestadores Médis enviam para pagamento, a estrutura foi ajustada com vista a uma melhor resposta e optimização dos recursos, visando o cumprimento dos prazos de pagamento acordados (85% das facturas pagas até 30 dias) bem como a conferência das mesmas;
Ao nível dos sistemas de informação, merecem destaques as múltiplas iniciativas de reforço à automatização e webização de processos partilhados com o Millennium bcp que permitem às Sucursais do Banco concluírem todo o processo de venda num único contacto, apresentando a proposta ao Cliente, fechando o negócio, emitindo a apólice e cobrando o prémio. Entre as várias actividades levadas a cabo ao longo do ano, destacam-se ainda: i) o Projecto Vida/AIA, cujo objectivo consiste na implementação de um novo suporte informático à gestão integral do negócio do ramo Vida, que permitirá um salto qualitativo a todos os níveis da cadeia de negócio e que no futuro será certamente um factor diferenciador face aos principais concorrentes; ii) o Projecto IValue que tem como objectivo melhorar a qualidade da informação de gestão que suporta o processo de decisão;
Na área de gestão de riscos, dando continuidade ao projecto de implementação do Regime de Solvência II iniciado no segundo semestre de 2009, procedeu-se ao alinhamento do plano local com o plano do grupo Ageas, com o objectivo de maximizar sinergias. Procedeu-se, igualmente, ao desenvolvimento do plano detalhado, análise de recursos e investimento. Ainda no último trimestre de 2010, e de acordo com o planeamento, iniciaram-se alguns sub-projectos, no âmbito dos workstreams de Governance, IT e Modelling;
Na área da gestão dos Recursos Humanos, merecem destaque duas iniciativas: no âmbito da formação, o desenvolvimento de uma Plataforma de e’learning que permitirá aos Colaboradores através de uma ferramenta simples e de fácil acesso, desenvolver e enriquecer as suas competências técnicas no âmbito da actividade seguradora e a aprovação de um programa de restruturação, a implementar a partir de 2011, que visa o rejuvenescimento do quadro de Colaboradores;
O reconhecimento do mercado pelo trabalho que tem vindo a ser realizado ao longo dos últimos anos encontra-se patente no facto de mais uma vez a Ocidental Vida ter sido distinguida pela Revista Exame com o prémio de "Melhor Grande Seguradora do Ramo Vida” a operar no mercado português;
No negócio de gestão de Fundos de Pensões, a Pensõesgere manteve a liderança destacada do mercado, tendo o valor global dos activos sob gestão ultrapassado os 6,7 mil milhões de euros, salientam-se ainda todos os trabalhos preparatórios para adequar os serviços da Pensõesgere às novas exigências regulamentares, nomeadamente do relato financeiro, gestão de risco e controlo interno.
Em 2010, o resultado líquido consolidado do exercício, antes VOBA (“value of business acquired”), foi de 141,9 milhões de euros, o que compara muito favoravelmente com o resultado líquido de 127,4 milhões de euros obtido no exercício de 2009. O resultado líquido consolidado, após VOBA, cifrou-se em 114,1 milhões de euros.
A excelente performance técnica do negócio no exercício em análise, a adopção de uma política prudente ao nível da gestão de investimentos, a diversificação da oferta de produtos e o controlo rigoroso dos custos operativos permitiu atingir o melhor Resultado Líquido de sempre da Millenniumbcp Ageas.